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"O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons."





Martin Luther King Jr.







quarta-feira, 28 de agosto de 2013

MEDICOS, SENADOR E INFRINGENTES

A novela dos médicos estrangeiros que acaba de começar, parece ter vários capítulos ainda por vir. De um lado tem a Sra presidente que solicitou aos companheiros cubanos que viessem ao Brasil em missão por eles considerada humanitária. Sem prova de habilitação, sem remuneração e sem falar português! Do outro está um monte de gente, começando pelo conselho federal de medicina que ameaça de todas as formas, inclusive com boicotes, ovos e ações na justiça. Difícil saber quem tem razão, mas é preciso responder à população do País porque os médicos brasileiros não chegam aos rincões mais afastados do território onde são tão necessários. Também fica a pergunta do porque o mesmo conselho federal não age com o mesmo vigor contra os médicos que aparecem todos os dias nas reportagens do SBT , batendo o ponto nos hospitais públicos para minutos depois evadirem-se (esta é a expressão correta) dos locais de trabalho. Dá vergonha até de assistir à reportagem. Homens de 50 ou 60 anos mentindo diante da câmera. A ver...


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O lamentável episódio da fuga do senador boliviano traz à luz uma série de equívocos da política externa brasileira que mazelam violentamente nossa imagem externa e até a posição de liderança regional. A presidente é claramente avessa ao assunto, como também é avessa ao assessoramento discordante. Parece ouvir demasiadamente o Sr Marco Aurélio top top.
Antes houve a triste figura que o Brasil fez na expulsão do Paraguai do MERCOSUL, numa clara subordinação à Argentina e à Venezuela. Que vergonha o papel que a Sra Dilma se prestou a fazer! Agora com a Bolivia, sem entrar em quaisquer dos méritos envolvidos, ter sido leniente com o governo do Sr Evo, que empurrou uma situação de asilo concedido pelo Brasil por 450 dias foi imperdoável. Mas como parece ser regra para o governo, besteira se faz em pencas. Ela resolveu demitir o chanceler Patriota e, se bobearmos, vai devolver o senador para a Bolívia depois de ter concedido o asilo. A política externa de um país deve ser de estado e nunca de governo. Como a dirigente do País não sabe disso?


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O STF dará prosseguimento hoje ao julgamento do mensalão e aproxima-se a hora de definirem-se sobre os embargos infringentes. Se a população tiver a compreensão de como é importante para o País que estes sujeitos sejam punidos conforme já foram sentenciados, certamente teremos milhões de pessoas nas ruas em manifestações pacíficas. Maior do que os vinte centavos, maior do que a saúde calamitosa ou a educação inexistente, esta é uma questão que marcará a história do Brasil e de cada um dos brasileiros. Ver os Srs. José Dirceu, Delúbio, Genoino e outros atrás das grades representará um ponto de inflexão na vida pública deste País... e isso mudará todo o resto.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O UIVO DO ANIMAL

O que aconteceu ontem no senado federal por parte do relator da proposta de novo regimento interno do senado, lobão filho, foi incrível, inimaginável e de uma infelicidade trágica para todos nós. Esse senhor resolveu retirar a palavra “ética” do texto do regimento e justificou com seguinte “pérola”: “— Isso daria margem a interpretações perigosas. O que é ética para você pode não ser para mim. E aí incluir isso iria gerar problema de conflitos ali. A ética é uma coisa muito subjetiva, muito abstrata —“.
No momento em que o povo brasileiro vai às ruas e pede justamente ética na política, um senador da república – vou repetir – um senador da república comete um ato desastroso como esse e, o que é incrível, tenta justificá-lo. Ainda hoje, sete de agosto, o jornalista Ricardo Boechat disse para todos os ouvintes na bandnews que o senador é um idiota. Alguém pode discordar???

segunda-feira, 29 de julho de 2013

BEHOLD (ABRAM O OLHO...)

Uma nova realidade está surgindo no terceiro planeta. O dócil povo saiu para a rua no Brasil – exige o fim da corrupção; a melhoria dos serviços; a reinvenção da política etc O novo Papa jesuíta deu o tom para a igreja – quer a simplicidade e a pobreza no clero; os sacerdotes atuando nas periferias; a apuração e a punição dos crimes etc... As economias do primeiro mundo estão e continuarão doentes por um bom tempo. Um em cada quatro europeus está desempregado. Nos estados unidos, apesar dos esforços para esconder a realidade, existe uma forte crise e uma dívida absurda. A internet tornou impossível esconder as tristes realidades do mundo. Todos são forçados a ver as imagens que antes escolhíamos fingir não existir. Crianças morrendo de fome e frio; gente morrendo nas portas dos hospitais; pobres desassistidos em todos os lugares. Agora, a internet nos espeta a consciência e nos enfia a ética goela abaixo. Se tomamos conhecimento, então somos obrigados a nos posicionar. E isso faz toda a diferença – estamos testemunhando o surgimento de uma nova dimensão na condição humana. Não sabemos o que ou como é, mas sentimos que começa a existir. O futuro há de nos mostrar. Vale colocar uma situação hipotética seguida de uma pergunta incomoda: Imaginemos um país cuja economia seja muito grande para quebrar, mas que mesmo assim quebre. Imaginemos ainda que este país, agora quebrado, possua também o maior arsenal bélico do planeta. Que será que acontece quando gente muito bem armada começa a sentir fome? O inimaginável às vezes acontece.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O CHEFE MILITAR E A CORAGEM MORAL (Republicando a pedidos)

             Muitas são as menções sobre a coragem moral na literatura especializada, mas é difícil encontrar uma definição completa, que preencha toda a extensão do que o sentimento nos sugere que ela signifique. Poderemos apenas aspirar a oferecer não mais que uma outra conceituação parcial. Podemos dizer com a singeleza que convém, que ela é a capacidade do ser humano movido por crença em uma idéia ou em um indivíduo ou em ambos, contrariar o básico instinto de preservação, física e/ou social, para expor-se voluntariamente a risco inaceitável ou a expressar uma opinião, idéia ou sentimento (portanto a sua verdade) a respeito de matéria qualquer, sabendo de antemão que contrariará a maioria, a dominância, o senso comum, a moral e a lógica e ainda que este ato poderá lhe trazer incompreensão, desprestígio, desonra, degredo e até a morte.
A guerra, por gênese, envolve forçosamente o conflito, o sofrimento e a morte. É portanto uma atividade torpe. O homem, desde tempos imemoriais, faz a guerra ao seu semelhante. No início, por sobrevivência, mas logo, por ganância de poder. A maioria dos povos elege como razão moralmente justificável para a guerra, a defesa de um modo geral. Mas, tanto quanto seu poder bélico permita, expandem o conceito de defesa, da primordial raiz da sobrevivência e auto-preservação, para  variações como "defesa de interesses econômicos" ou pior, para "defesa das crenças religiosas" ou "defesa da pureza da raça" etc.
Os reis, os nobres e tantos quantos lidavam com o poder e é claro, com o advento dos exércitos profissionais, os militares - tornaram-se os profissionais da guerra, fazendo dela seu ofício, seu foco de estudos, seu adestramento diário, seu campo de interesse enfim. Cedo compreenderam as cruezas das ações que precisavam perpetrar e incorporaram, muito acertadamente, o conceito de honra às suas atividades. Criaram muitas regras, algumas da quais se tornaram universais, sobre como se comportar sob o ponto de vista ético, em uma guerra. Daí vieram o respeito ao inimigo, a preservação dos vencidos, a proibição de armas consideradas "desumanas" etc. A honra veio então, para tornar a guerra socialmente toleravel e para separar a atividade militar de atos criminosos de grupos ou bandos. 

Assim, tornou-se costume associar-se às lides militares a honradez, a dedicação, o sacrifício e a fidelidade, que aos poucos tornaram-se características dos castrenses. Considerando-se todo este preâmbulo voltamos ao tema que nos apraz explorar - a coragem moral, filha insofismável da honra.
A coragem moral é a virtude, ou um conjunto delas, que movem o indivíduo no caminho do dever, que animam o combatente a enfrentar o perigo impensável e o risco inaceitável na guerra. Quando em paz, convém a todos os bons exércitos que mantenham acesa a chama da coragem moral. É benfazejo aos militares praticá-la e aos chefes encorajá-la, ainda que precisem às vezes, exercitar a paciência e a temperança. Pois o contrário, inevitavelmente tolherão a iniciativa, abaterão o ânimo e farão prosperar  os fracos, os desleais, os usurpadores e falsos.
Vivemos épocas difusas, estranhas até. O que parecia claro tempos atrás, hoje não passa de um talvez, de uma das possibilidades. Assim, no contexto atual, conceitos como honestidade, franqueza, lealdade, passam a admitir gradações - coisa impensável nos tempos dos cavalheiros da velha ordem. Assistimos diariamente a um verdadeiro show dos horrores, protagonizado pelas mais altas autoridades do País. Os josé sarney, os josé dirceu, os aécio neves e também, infelizmente, seus pares do judiciário e do executivo, enviam mensagens diárias a todos nós  dando conta de seu descaso, de seu escárnio, de seu mais completo desamor a tudo quanto é bom, justo e íntegro.  Uma mera visão do momento nos mostrará a formação de uma cultura de negação aos valores sagrados, uma tolerancia infinita ao erro. E esse exemplo nefasto se espalha e se instala em cada repartição, em cada cidadão e desafortunadamente, no inconsciente coletivo de toda uma nação. É este tipo de cancer que estes desgraçados inoculam com suas biografias, no nosso Brasil. A regra é não ver. E ser vir, não dizer. E se disser, mentir. E se mentir, não ser desmentido.  Não fazer - para não errar, para não desagradar, para não correr riscos, para ser simpático, para não ser antipático. Não opinar - para não contrariar, para não constranger, para não se expor, para não tomar partido, para não parecer assanhado, para não parecer afoito, para parecer sensato, para ser ponderado.  Nunca ousar - pela possibilidade de erro, pelo excesso de iniciativa, pela maioria que não ousa, pela segurança de terrenos já trilhados.
São todas estas graves questões que assaltam a mente dos que têm o privilegio de poder pensar, o dicernimento para enxergar e também a responsabilidade de não se calar. A coragem moral é celebrada no assessoramento preciso, ainda que inconivente; no declinar de uma opinião,  ainda que inconveniente; na verdade preta e branca, sem incursões no cinza; e ainda na lealdade, no pundonor, na seriedade e responsabilidade. Existem valores, cultivados durante milênios pela raça humana, que a separa de todas as outras conhecidas. A estas cláusulas pétreas jamais deverá ser permitido a mácula, a negociação e a degradação. A pena para tal desvario, é  a perda de todas as razões de ser. A perda das relações de coerência que mantém intactos os compromissos e os juramentos. A perda do que nos é mais inestimável. A perda de um tesouro.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

RECADO À CLASSE POLÍTICA

A pergunta que está tirando o sono de cada político no Brasil hoje, mesmo os que estão passeando na Rússia e na França, é o que quer o povo brasileiro que sai às ruas já a dez dias??? O que será que precisamos fazer, como vamos acalmar o povo que (não) representamos???
A resposta pode ser:  vocês não podem! Ninguém pode.
Os repetidos anos de abusos, a corrupção, a inépcia e completo descaso com o povo brasileiro como um todo fizeram seus efeitos. Os senhores e senhoras exageraram tanto nos seus malfeitos e omissões que conseguiram levantar a voz do povo mais pacífico e gentil do mundo. Vejam que após dez dias não há uma morte sequer, um ferido grave. É um protesto de dóceis e por isso mesmo, muito mais significativo.
Só existe uma saída, uma porta a cruzar, que lhes é infelizmente, inatingível. Para reparar essa situação voces precisariam ser honestos, competentes, sérios, íntegros. E isso é impossível para a classe política brasileira. Não há nenhuma voz que possa se levantar na Câmara ou no Senado. Estão todas maculadas, ou por ação, ou por omissão.
O resultado disso tudo ainda é desconhecido. Restam duas esperanças: que o movimento não se esvazie levando a esperança junto; e que o fiel da balança tenha sabedoria na hora da verdade.
Em tempo 1 - Se a presidente Dilma seguir o malfadado conselho que seu  primeiro ministro provavelmente lhe deu  vai se arrepender amargamente. Lula sabe que se ela colocar a cara na TV vai ser apedrejada e é exatamente isso que ele quer. Lula acredita que emergirá carregado pelo povo que (ele pensa)  o adora. Também está enganado. O futuro imediato dirá...
Em tempo 2  – O comentário de hoje do jornalista Ricardo Boechat sobre os acontecimentos de ontem foi impagável. Lúcido, inteligente e sobretudo sensível ao estado de coisas, o jornalista falou como um cidadão brasileiro e não como um mero profissional do rádio. Terá nosso  eterno respeito.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

OS LOBOS ESTÃO ALERTAS

Como é permitido a todos terem uma opinião sobre qual o verdadeiro objetivo do movimento, vou arriscar a minha: creio que o povo brasileiro está pedindo decência. Apenas decência para sua deprimente classe política. E embora todos eles tenham esquecido o significado da palavra, se for preciso para sobreviver, até ao extremo de tornarem-se decentes eles poderão chegar. Mas antes farão de tudo para evitar tal sacrifício.
Será de grande efeito cômico, embora com potencial trágico assistir às movimentações dos nossos políticos em face das manifestações pelo País e pelo mundo. Podem esperar por cenas inimagináveis, que já começaram. Collor de Melo declarou que “É preciso entender que o protesto é legítimo...” -  Uma nítida tentativa de pegar carona e não tardará em se arvorar defensor dos manifestantes. Nossa presidente se apressou em dizer que “é preciso escutar a voz das ruas”, tentando ignorar que essas vozes falam em parte contra ela mesma. A UNE que andava entorpecida pelas fartas doses de recursos que o governo habilmente lhe serve, agora já manifesta em seu site a disposição de liderar o movimento que, se Deus quiser, continuará a proclamar que não possui liderança política. Para as centenas de oportunistas que temos no congresso, esse é um festim bem servido e pronto para ser devidamente explorado. Nesse exato momento todas as assessorias estão fervilhando para oferecer a melhor estratégia, o melhor gancho para que seu empregador “embarque” na posição de salvador da moral nacional.
O momento é de grande importância e gravidade e cada um de nós tem o dever de minimamente vigiar. Pois grandes resultados podem advir daí para o País. Resultados mais importantes que os indicadores econômicos ou o índice de desmatamento da Amazônia. Pode vir a ser criado o índice de moralidade do político brasileiro; ou a perda imediata do mandato pela coleta de um milhão de assinaturas; ou o fim do voto obrigatório. Que Deus nos proteja e guie.

MANIFESTAÇÕES BRASILEIRAS

É preciso parabenizar a todos os brasileiros que participaram das manifestações dos últimos dias. Foi a primeira vez que o povo vai às ruas sem que um partido político ou instituição lhe empreste seus objetivos.  Talvez estejamos testemunhando o verdadeiro nascimento da consciência do povo brasileiro. Nem nas diretas já, nem nos cara-pintada do Colllor. Naquelas ocasiões indicaram aos brasileiros que bandeira empunhar. Agora já não. Enojados da classe política que nos assombra, fizeram questão de ressaltar em placas faixas e gritos: ”nenhum partido nos representa”. Que coisa mais linda ver a multidão repudiar os políticos publicamente. Pela primeira vez presenciamos uma situação em que os governos mostram temer o povo e não o contrário. E assim deveria ser sempre, de forma que temessem roubar, corromper, malversar como fazem todos os dias de suas inefáveis carreiras. Mas infelizmente e parafraseando o Capitão Nascimento, o sistema entrega a mão para salvar o braço. Já se mobilizam para baixar o preço das tarifas de transporte público e assim esvaziar o movimento. Esperam fazer o povo voltar à sua rotina normal para deixá-los livres para fazer o que fazem melhor. Claro que colocarão a conta nas costas desse mesmo povo brasileiro, na forma de sobretaxa na gasolina, impostos maiores etc. Enganarão como sempre fizeram e os cordeirinhos voltarão à sua passividade como convém aos lobos. Pena, porque pela primeira vez vimos uma verdadeira faísca de consciência independente e vontade genuína, que poderia tornar-se em um verdadeiro fato histórico se exigisse por exemplo o fim do voto obrigatório, do foro privilegiado, dos mandatos eternos. Isso sim seria maravilhoso. Mas mesmo assim fica a certeza de que todos os nossos governantes e políticos colocaram suas barbas de molho, o que convenhamos, é uma tremenda evolução nessa terra de elites e privilégios.  Se no entanto, os movimentos cessarem, eles acharão uma forma de manter seus privilégios como sempre fizeram.
Fazendo um balanço dos resultados práticos das manifestações promovidas pelos nossos bravos concidadãos, resta um sentimento de orgulho pelo que promoveram e um pouco de pena pelo que poderia vir a ser. Quem sabe vimos nascer agora o Brasil de que todos merecemos  ser filhos.